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"As vezes só tenho vontade de botar uma roupa qualquer, pegar minha mochila e sair andando por aí, sem destino e sem hora pra voltar. Viajar pelo mundo, conhecer pessoas novas, fazer novos amigos. Buscar alguma coisa que faça eu ter vontade de viver, que faça eu ter vontade de estar aqui. Passei muito tempo procurando essa “coisa” que ainda me mantém aqui, e sabe o que realmente me mantém aqui? Ou melhor, quem me mantém aqui? Deus, minhas forças vêem dele, sem ele eu não seria nada. Obrigada Pai, por estar aqui comigo e me impedir de fazer besteira. Eu te amo, do fundo do meu coração."
Uma alma viajante
"Eu te esperei a vida inteira, entende? Quando eu te escondo o jogo, quando eu te trato mal… É tudo medo. É tudo medo do amor."
Cazuza. (via espeliarmus)
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"Mas vê? Olha só. Olhe bem pra mim. Fracassei em absolutamente tudo nessa minha vida. Vê essas minhas marcas, moço? Não consegue ver? Olhe direito. Talvez não consiga ver mesmo. Minhas feridas são internas. Não, não tenha medo. Não é nada contagioso. Quer dizer, talvez seja. É só minha alma doente. Herdei isso do meu avô. Ele foi uma das melhores pessoas que já conheci. Uma das melhores desse mundo, posso afirmar. Estava sempre disposto à dar força para quem necessitasse e nunca negava ajuda à ninguém. Era amado por todos e vivia sempre com um sorriso no rosto. Ele só era calado, igual a mim. E tinha os mesmos olhos tristes que eu. Eu sou bem parecida com ele. Quase ninguém desconfiava de toda a solidão que havia junto a ele. Sabia disfarçar muito bem a sua dor. Mal falava, e estava sempre à observar tudo. Observava absolutamente tudo. Tudo. Tudinho. Nada escapava do olhar atento daquele homem. Talvez por isso ele fosse assim. Estava sempre à pensar demais. Pessoas muito pensantes são tristes. Estão sempre a ver o mundo opaco e sem máscaras. Veem o mundo como ele realmente é: ruim. Herdei isso dele também, infelizmente. Ou felizmente, não sei. Não sei se ele via demais, ou os outros que viam de menos. Não sei se éramos nós, digo, eu e ele, que estávamos errados. Chegou o dia em que ele não aguentou tudo e colocou fim à sua própria vida. Eu era criança ainda, mas não me sai da cabeça a cena de ver o homem mais incrível desse mundo ali, pendurado por uma corda. Minha voz falhou e eu não pude nem gritar. Travei. Foi a pior coisa da minha vida, até agora. Ele deixou uma carta direcionada à minha mãe, na qual não me recordo muito bem o conteúdo, mas aquele final jamais vou esquecer: “Por favor, cuida bem da menina e não permita que ela termine igual à mim. Temo por ela. Sinto muito por ter feito isso com vocês. Espero que algum dia possam me perdoar”. A “menina”, no caso, era eu. Vê que ele já percebeu que eu era triste desde pequena, moço? Estou dizendo, isso é hereditário. Ou contagioso, talvez. É doença que corre no sangue. Mas veja, eu fracassei em absolutamente tudo. Tudinho. Só me restou a certeza de que não vou acabar igual ao meu avô, porque nem para morrer eu sirvo."
Parimundi (via poesografa)
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bekleyin:

Mais é claro que você tem, ou teve, um amor tão grande que te fez esquecer de si mesmo. E você sabe que dói.

"Sozinho ou não, você tem que seguir em frente."
P.S. Eu te amo.   (via bekleyin)
"Eu não fumo, eu odeio cigarro, eu odeio atravessar a festa inteira pra chegar até lá fora, eu odeio a amizade instantânea das rodinhas de fumantes que não se conhecem, eu odeio festas em geral, eu odeio papos de festa, eu odeio conhecer gente que não tem nada a ver comigo, e sorrir para os papos mais furados do mundo. Eu sei, eu deveria beber. Mas pra quê? Pra achar essas pessoas legais? Pra suportar o insuportável? Sou cínica demais pra dar esse gostinho ao mundo."
Tati Bernardi.  (via cambaleei)
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